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TEXTOS

 

 

 

Resposta de Sociologia

 

 

Aula 19: Identidade cultural – padronização e diversidade


Exercícios
1. Trata-se da palavra hegemonia. Ao falar da “realidade das hegemonias”, em oposição à “noção de diversidade”,o Ministro reconhece a tendência contemporânea de diluir a diversidade cultural na uniformização de pensamentos e valores, de acordo com as ideologias dominantes.

2. Esse valor está associado a tudo o que “chamamos de humano, mesmo que isso esteja infinitamente em aberto”. Para Gil, a humanidade deveria ser entendida como o “desejo de completar-se no outro. Seja no vizinho, ou no desconhecido.”

3. Gil propõe que se deve repensar a questão da tolerância: “tolerar” o diferente significa, ainda, colocar-se numa relação de superioridade: eu “tolero” o diferente, apesar de continuar achando que eu sou “o certo”. O contato com o outro deve dispensar as relações de poder, constituindo-se num contato entre iguais, que se “estranham” e se influenciam mutuamente.

Tarefa mínima

1. As fronteiras são importantes porque ajudam a garantir “uma autonomia real” às identidades culturais.

2. As fronteiras são “lugares de passagem e de transformação”, pois permitem “a influência mútua das identidades”. Essa influência “não é confusão ou diluição”, pois é possível que ocorram mudanças culturais sem que as identidades se percam. As fronteiras, assim, não são obstáculos, mas uma “livre passagem para o outro, para salientar a maravilha do aqui-lá.”

3. Para Glissant, as fronteiras facilitam o intercâmbio cultural, pois nos colocam frente a frente com o outro. Dessa relação com o outro, nascem as trocas culturais (motivadas por fatores externos).

 

Aula 20: Cultura, conhecimento e poder

1. Negativa. Fabiano achava que, como seu Tomás da bolandeira “lia demais”, ele era “o mais arrasado” dos “homens do sertão”. Além disso, se Fabiano “aprendesse qualquer coisa, necessitaria aprender mais, e nunca ficaria satisfeito”. Daí seu desinteresse pela cultura erudita.

2. O texto afirma que “Fabiano dava-se bem com a ignorância”. Acontece que às vezes, na tentativa de imitar seu Tomás da bolandeira e, assim, ascender a um universo cultural diferente do seu, ele “dizia palavras difíceis,  truncando tudo, e convencia-se de que melhorava”. Mas ele não conseguia e acaba julgando “que um sujeito como ele não tinha nascido para falar certo”. Há, pois, uma acomodação de Fabiano em relação à sua posição na sociedade.

Tarefa mínima

1. Sim, já que a personagem mostra-se disposta “a utilizar todos os recursos de sua autoridade para conseguir a canonização de sua mãe Bendición Alvarado com base nas provas abrumadoras de suas virtudes de santa”.

2. Claro que funcionam. Além do interesse pessoal na canonização da mãe, que envolve dos “ministros letrados” ao “núncio apostólico”, a personagem concebe um decreto “por inspiração própria”, como se se tratasse da “vontade popular”, e “sem prevenir as forças armadas nem consultar a seus ministros”, para proclamar “a santidade civil de Bendición Alvarado por decisão suprema do povo livre e soberano” e nomeá-la “padroeira da nação, advogada dos enfermos e professora dos pássaros”. Por fim, ainda “declarou feriado nacional o dia do seu  nascimento”. Esse tipo de imposição não deve nada à dominação cultural exercida habitualmente pelas classes dominantes.

Aula 21: Cultura, memória e história

1. Não. Línguas vivas são aquelas que ainda são faladas pelas comunidades originais, “em seu local de origem”. A definição de “língua viva” do Houaiss, aliás, é: “qualquer língua, enquanto é usada como meio de comunicação natural por uma comunidade lingüística e que está sujeita a mudanças”.

2. A defesa de uma língua “com mais de 3 mil anos, que chegou a se espalhar por todo o Oriente Médio”, é sem dúvida uma maneira de preservação cultural. Para que a preservação seja completa, é importante que a língua continue sendo usada por seus falantes nativos. Assim,a escola pode dar vida ao aramaico, fazendo com que esse idioma não se torne coisa de especialista, como aconteceu com o latim ou com o grego clássico.

Tarefa mínima

Não. O fato de um imóvel ser tombado não significa muita coisa, já que muitos continuam, devido à falta de sinalização, sujeitos à ação de vândalos. Além disso, o fato de praticamente metade dos prédios tombados da cidade de São Paulo terem sofrido danos ou alterações na fachada, associado à falta de “incentivo para a população conhecer os lugares”, indica que apenas uma lei não garante o respeito à memória coletiva.

 

 

 

                 
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