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O Império Romano-Cristão

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Duas letras gregas, o chi (X, = C) e o rho (P, = R), formavam um dos símbolos usados pelos cristãos primitivos para representar Jesus Cristo, pois indicavam as primeiras letras do seu nome. Além disso, curiosamente, o chi lembra a forma de uma cruz. Além desses símbolos gráficos, havia muitos outros, entre eles o peixe e o cordeiro.

 

Quando Jesus nasceu, os judeus da Palestina gozavam de privilégios raramente concedidos às populações das províncias romanas. Estavam desobrigados de participar das cerimônias religiosas oficiais, inclusive do culto aos imperadores, pois sua religião, além de monoteísta, proibia a adoração de imagens; apesar disso, tinham acesso aos cargos públicos e chegavam a receber a cidadania romana. Havia conseguido um governo local próprio, sujeito apenas a uma espécie de supervisão dos romanos.

Tais regalias não representavam o reconhecimento, por Roma, do poder de Jeová, ou das virtudes do monoteísmo, que distinguia os judeus dos demais povos da Antiguidade. Haviam sido outorgadas por Augusto como uma recompensa ao povo da Judéia, que o auxiliara, em 31 a.C., na luta contra seu rival Marco Antônio.

No tempo de Cristo, o principal local de culto dos hebreus era o santuário de Jerusalém, que deveria ser visitado pelo menos uma vez na vida, mesmo pelos judeus que não vivessem na Palestina. E havia milhares deles espalhados em quase todas as províncias romanas, sobretudo nas regiões asiáticas que haviam pertencido sucessivamente aos babilônios, aos persas e a Alexandre da Macedônia. Eram os judeus da Diáspora, palavra grega que significa “dispersão”.

Durante séculos os judeus alimentaram a esperança de que em breve viria um Messias para resgatá-los da dominação estrangeira, reconduzindo-os às glórias da época de Davi e Salomão. Foi nessa atmosfera de intensa convicção religiosa que nasceu Jesus. Segundo os Evangelhos, até os 30 anos ele ganhou a vida como carpinteiro na cidade de Nazaré. Em seguida tornou-se pregador itinerante, vivendo em extrema pobreza. Reuniu em torno de si um grupo de discípulos, enquanto se difundia sua reputação de homem humilde e caridoso. Jamais contradisse os preceitos do Velho Testamento, mas sua mensagem diferia da dos antigos profetas pela importância que dava ao amor no sentido de fraternidade e bondade. Isso, naturalmente, incluía o desapego aos bens materiais e a força para enfrentar as vicissitudes deste mundo. A recompensa viria com a vida eterna no reino dos céus, aberto a todos os justos, especialmente os pobres e desprezados. Muitos acolheram-no como o Messias, outros o viram como um perigoso agitador. Mas Jesus não prometia uma libertação política “neste mundo” e seus ensinamentos eram uma crítica à ordem religiosa e social dos judeus de seu tempo.

 

A “BOA NOVA”

Entre os que se opunham a Jesus estavam os sacerdotes, pertencentes ao grupamento político religioso dos saduceus, que o acusaram de blasfêmia quando ele se proclamou Filho de Deus. De acordo com a lei hebraica, esse ato era punido com a morte, mas, como o tribunal judeu – o Sinédrio – não tinha competência para impor a pena capital, Jesus foi conduzido a Pôncio Pilatos, procurador (governador) romano da província. Após uma apressada audiência, Pilatos acolheu a solicitação dos sacerdotes e expediu a sentença: morte por crucificação, a mais infame de toda as penas previstas pela lei romana.

Segundo o Novo Testamento, Jesus ressuscitou ao terceiro dia e teve vários encontros com os discípulos, dando a cada um deles a obrigação de pregar o Evangelho (do grego euangelion = boa nova). Os discípulos transformaram-se, então, em apostili, ou seja, em enviados, mensageiros e anunciadores da doutrina de Jesus. Nascera mais uma das várias seitas judaicas: o novo credo, fundamentado na vinda do Messias, na ressurreição do corpo e na volta de Jesus Cristo, não impedia que os apóstolos continuassem a obedecer à maior parte dos ritos hebraicos e a freqüentar o templo, em cujo átrio pregavam.

Por algum tempo as autoridades de Jerusalém toleraram a nova e pequenina seita. Mas, como em poucos anos o número de “nazarenos” aumentou de 120 para 8 000, os sacerdotes alarmaram-se, e os apóstolos começaram a ser detidos. Assim, na terceira década da era cristã, Estevão, chefe cristão dos gregos convertidos, foi condenado à morte por apedrejamento em Jerusalém.

Mas a cisão definitiva entre judeus e cristãos só se efetuou em 66, quando os judeus se rebelaram contra Roma, e os “nazarenos” de Jerusalém, alegando que o fim do mundo estava muito próximo para que se preocupassem com política, saíram da cidade e se estabeleceram às margens do rio Jordão.

 

A DIFUSÃO DO CRISTIANISMO PRIMITIVO

Quando, no ano 70, Tito ordenou a destruição do templo de Jerusalém, como punição à revolta dos judeus, os cristãos viram nesse fato a realização de uma profecia de Jesus. A partir de então o cristianismo não fez muitos adeptos entre os judeus, pois ignorava seus esforços de libertação do jugo romano.

Paralelamente, os apóstolos espalhavam a “boa nova” entre os judeus da Diáspora, de Damasco a Roma. Filipe conseguiu adeptos em Samaria e Cesaréia; João criou uma forte comunidade cristã em Éfeso, e Pedro evangelizou numerosas cidades da Síria e da Ásia Menor.

 Um dos convertidos ao cristianismo estava destinado a tornar-se o maior de todos os missionários cristãos. Era Paulo, um judeu possuidor de cidadania romana e que participou em Jerusalém da primeira perseguição aos cristãos por volta do ano 30. Cinco anos depois, quando seguia para Damasco, Paulo teve uma profunda experiência religiosa na qual acreditou ter tido uma visão de Cristo.

Converteu-se imediatamente e transformou-se num missionário infatigável. Percorreu a Grécia e a Ásia Menor, atraindo para o cristianismo tanto judeus quanto gentios; não se cansava de repetir que o cristianismo não era uma seita do judaísmo. Seu apostolado resultou na adesão de dezenas de milhares de gentios (não judeus), que formavam a maior parte da população do Império Romano.

 Graças ao intenso trabalho de Pedro, Paulo e outros apóstolos, o cristianismo estava firmemente estabelecido no final do século I. Os cristãos reuniam-se em recintos privados, organizados segundo o modelo judeu da sinagoga; a congregação recebia o nome de eklesia (igreja). No domingo, dia da ressurreição do Senhor, os cristãos reuniam-se para o rito semanal. Os sacerdotes liam as Escrituras, oravam e pregavam sermões doutrinais. No século II, essas cerimônias tornaram a forma da missa, baseada em rituais judaicos (orações, leituras de salmos, prédicas) e de outras religiões da época (a comunhão – na qual o pão e o vinho são concebidos como símbolos do corpo e do sangue de Cristo – inspirava-se num rito sacrifical).

O que existia de realmente novo era a exigência de uma vida baseada nos preceitos cristãos. A fé, segundo Cristo, devia refletir-se nas boas obras; todos os bens eram partilhados em comum; louvavam-se o celibato e os laços de família. O crente deveria, em suma, fazer de sua vida um exemplo de piedade e virtude. O que diferia basicamente do paganismo reinante era que este não era exigente, não obrigava as pessoas a respeitarem a moral, a ir aos cultos, a acreditar em dogmas. O paganismo não exigia nada e prometia bastante: boas colheitas, cura de doenças, viagens sem naufrágios etc; enquanto o Cristianismo primitivo não prometia nada (as pessoas se limitavam a obedecer a Deus) e exigia muito de seus fiéis. Era o sacrifício pessoal que aproxima os fiéis de Deus. Somente quando o cristianismo deixou de ser extremamente exigente, tolerando com pecadores e prometeu mais a felicidade, deixou de ser uma religião menos segmentada para uma religião mais universal, para todos os povos pagãos. Pode-se dizer que o cristianismo se impôs quando incorporou um pouco do paganismo.

 

AS PERSEGUIÇÕES

 Sendo Roma a capital do Império Romano, era natural que os discípulos de Cristo acorressem para evangelizá-la. Pedro chegou a Roma por volta do ano 40, e Paulo cerca de vinte anos depois. Ambos morreram em 64, o primeiro crucificado e o segundo decapitado, no tempo do imperador Nero.

Antes de Nero, os cristãos tinham sido considerados, em Roma e nas províncias, como praticantes de uma seita judaica, e, portanto, estavam isentos de freqüentar as cerimônias religiosas oficiais. Logo, porém, tornou-se evidente que os cristãos não deviam ser tratados como judeus: as relações entre os "nazarenos’' e as várias seitas judaicas estavam longe de serem amigáveis. Contudo, os cristãos continuaram a recusar a participação nas cerimônias oficiais, nas funções públicas e no exército, para não prestar juramento em nome de desses pagãos.

Nero inaugurou as perseguições fazendo executar Pedro e Paulo e vários milhares de cristãos. Muitos foram destroçados por animais ferozes; outros, abatidos por gladiadores. As perseguições prosseguiram sob Domiciano (81/96), Trajano (98/117) e Marco Aurélio, o imperador dos filósofos (161/180). Cessaram na época de Cômodo (180/192) e retornaram com Sétimo Severo (193/211). Seguiu-se um período de trégua, mas, no século III, Décio, Valeriano e Diocleciano fizeram tentativas sucessivas para destruir os cristãos em todo o império. Nessa época, Roma estava acossada pelos bárbaros que ameaçavam as suas fronteiras, depauperada economicamente: uma onda de sentimento religioso, patriotismo e medo tomou conta da população. Os cristãos, à margem do tumulto e hostis ao serviço militar, foram responsabilizados pelo colapso. Por fim, o governo imperial viu-se forçado a desistir das perseguições, pois elas pareciam só aumentar 0 número de fiéis. A última campanha em larga escala encerrou-se em 311.

 Na época das perseguições, as catacumbas serviam de local de refúgio aos cristãos, embora não tivessem sido construídas com esse objetivo. Na realidade foram criadas por volta do ano 100, quando os cristãos de Roma, adotando as tradições sírias e etruscas, começaram a enterrar os mortos ad catacumbas (nas cavidades), possivelmente mais por economia de espaço do que para ocultamento. Extensas galerias subterrâneas eram abertas em vários níveis e as paredes recebiam até três corpos, dispostos horizontalmente.

 

O COLAPSO DE ROMA

Apesar de os imperadores e a população romana fiel aos deuses tradicionais atribuírem aos cristãos a debilitação de Roma, as dificuldades que assolavam o império decorriam de sua própria organização política, social, econômica e jurídica. Em 212, por exemplo, o imperador Caracala tinha concedido a cidadania a todos os que viviam nas várias províncias de Roma (cerca de 100 milhões de pessoas). A intenção não era humanitária; simplesmente visava obter maior arrecadação de taxas, conseguir recursos para os cofres imperiais. A pesada tributação, de resto, levara gradualmente à decadência do comércio e das manufaturas e à transferência de significativas parcelas da população para as regiões não romanizadas, onde estavam a salvo dos coletores.

E além disso havia os “bárbaros”, as tribos nômades que pressionavam as fronteiras do império. Em 293, Diocleciano tentou sanar todos esses problemas por meio de uma profunda reforma administrativa. Para melhor defender os territórios romanos dividiu-os em duas partes, a oriental e a ocidental. Cada uma dessas partes foi subdividida em duas outras, criando-se desse modo quatro unidades territoriais.

Para evitar que após a sua morte o império fosse destroçado pelas lutas entre os pretendentes, Diocleciano criou a tetrarquia (governo de quatro). Dois eram imperadores de fato (os augustos) e residiam em Nicomédia, no Oriente, e em Milão, no Ocidente. Cada augusto era auxiliado por um césar, que deveria sucedê-la. Mas o sistema só funcionou enquanto Diocleciano esteve no poder.

Para resolver a grave crise econômica, Diocleciano estatizou as manufaturas, o comércio e as corporações de artesãos. Essas medidas, porém, quase nada resolveram. Cada reforma ampliava os custos com a administração, e não havia recursos para efetuá-las.

 

A VITÓRIA DO CRISTIANISMO

Enquanto o império entrava em vertiginosa queda, o número de cristãos multiplicava-se de ano para ano; entre seus adeptos havia patrícios, altos oficiais e até mesmo membros da família imperial. Os cristãos, na verdade, constituíam uma sociedade à parte, que funcionava perfeitamente no interior da estrutura social romana em crise generalizada.

O alto prestígio moral e a devoção dos fiéis atribuíram uma dimensão de autoridade civil à hierarquia religiosa, sobretudo nas províncias onde seu poder era real e reconhecido. Os presbiteroi (presbíteros), os padres, eram, na prática, a autoridade máxima nas paróquias ou bairros administrativos em que eram divididas as cidades do império. Gradativamente, a autoridade do bispo (chefe religioso de uma cidade) tornou-se mais respeitada que a do prefeito romano; para a população de uma província era mais importante a palavra do metropolita, ou arcebispo, que a do governador romano. E, pouco a pouco, o sínodo, ou assembléia de bispos, assumiu as funções das assembléias provinciais. Uma carta encíclica, ou seja, uma “circular” assinada pelo papa e difundida com rapidez por todo o império, tornava-se lei férrea para milhões de cristãos.

 Em 305 Diocleciano e Maximiano, o outro augusto, abdicaram; o criador da tetrarquia retirou-se para seu palácio em Spalato, de onde acompanhou o fracasso de dois de seus projetos: destruir os cristãos e garantir uma sucessão pacífica. “O sangue dos mártires é semente”, escrevia Tertuliano, teólogo cristão.

Diocleciano e Maximiano foram sucedidos por Galério e Constâncio Cloro, que nomearam os césares Severo e Maximiano Daia. Em 306 morreu Constâncio Cloro, e a tetrarquia passou a reunir Galério e Severo e os césares Maximiano e Constantino, filho de Constâncio Cloro. Aproveitando-se do descontentamento dos pretorianos ameaçados de transferência ou demissão e dos rumores de que Roma deveria se sujeitar aos impostos provinciais, Maxêncio (filho de Maximiano) proclamou-se imperador.

A disputa seria resolvida através de um complexo jogo de alianças, durante o qual o império chegou a ser entregue a seis augustos. Foi nesse período confuso que, pela primeira vez, o cristianismo teve sua influência política. Apesar da sanguinária perseguição de Diocleciano, os cristãos eram um poderoso elemento no jogo do poder; muito hábil, Constantino soube utilizá-los. Apresentou-se como defensor do cristianismo, contra o qual Maxêncio ainda lutava, e na batalha de Ponte Milvia (312) venceu Maxêncio com o auxilio dos cristãos. No ano seguinte, juntamente com Licínio, o augusto do Oriente, lançou o Edito de Milão, pelo qual o cristianismo ganhava plena liberdade de culto. Leis subseqüentes isentaram os sacerdotes do pagamento de impostos e deram à Igreja o direito de receber heranças.

Até então Constantino tivera em Licínio um aliado. Mas, a pretexto de uma política de perseguição de Licínio aos cristãos, Constantino obrigou-o a abdicar, exilou-o e, depois, ordenou a sua execução (324). Era o fim dos últimos resquícios da reforma de Diocleciano; a unidade administrativa era restabelecida. Roma, entretanto, não voltaria a ser a capital: em 330 o imperador ergueu a cidade de Constantinopla, no lugar de Bizâncio, centro grego da Ásia Menor, e ali se estabeleceu.

Após a morte de Constantino o império foi novamente dividido. Seus sucessores favoreceram os cristãos e perseguiram o paganismo, à exceção de Juliano, conhecido na literatura cristã como Juliano, o Apóstata, que reinou de 361 a 363.

 

A UNIFICAÇÃO DA DOUTRINA

Os ensinamentos de Jesus não tinham sido elaborados num sistema completo e estavam sujeitos a diferentes interpretações. Cada missionário pregava a sua própria versão da doutrina "nazarena"; em conseqüência, cada congregação determinava suas próprias crenças.

Uma das controvérsias mais freqüentes versava sobre a natureza de Jesus. A posição tradicional que a Igreja aceitava era a de ser Cristo ao mesmo tempo Deus e homem. Mas os monofisistas negavam a Jesus os atributos do ser humano, e o arianismo, a mais forte das heresias. dizia que Cristo não era Deus nem homem, mas um ser intermediário entre as naturezas humana e divina.

No século IV, as dissenções entre os cristãos eram tantas que ameaçavam a paz do império. Preocupado, Constantino convidou os dirigentes das igrejas a se reunirem em Nicéia (325), onde foi elaborada uma síntese da crença cristã – O Credo de Nicéa – pela qual se definiu a natureza da Santíssima Trindade e se fixou uma doutrina católica, ou Seja, uma doutrina cristã universal.

 O chefe espiritual da Igreja desde o século I era o papa – o bispo de Roma. Sua autoridade repousava no fato de que Jesus designara o apóstolo Pedro como chefe da nova Igreja, e Pedro, que se tornara o primeiro bispo de Roma, passara a direção de toda a Igreja aos seus sucessores do bispado romano.

Essa ascendência não foi aceita tranqüilamente, nem mesmo nos primeiros tempos do cristianismo. Mas, enquanto as demais igrejas discutiam a natureza de Jesus, a Igreja de Roma dava prioridade à sua organização e se fortalecia cada vez mais. No século III sua posição era incontestável: o papa exercia autoridade efetiva sobre as comunidades cristãs do império.

 

A RELIGIÃO DO ESTADO

No final do século IV o imperador do Oriente, Teodósio, foi impedido de entrar na basílica por Ambrósio, bispo de Milão, a menos que se penitenciasse dos seus pecados. Teodósio mandara matar 6 000 pessoas em Tessalônica e, ao se curvar às determinações do bispo, admitia publicamente estar sujeito aos preceitos exigidos de todos os cristãos.

O gesto de Ambrósio indicava que a Igreja tinha o poder de disciplinar mesmo os mais elevados dirigentes seculares. Era a vitória ostensiva do cristianismo, que, em 380, era proclamado, pelo mesmo Teodósio, religião oficial do Estado.

Nesse momento, muitas formas e costumes pagãos já haviam sido incorporados pela Igreja: a túnica usada pelos sacerdotes; o título de pontifex maximus (sumo pontífice) para o papa; a arquitetura do edifício religioso – a basílica (sede do tribunal para os romanos); o uso do latim como língua oficial da Igreja, a partir do século IV. A organização da Igreja modelou-se pela do império, com uma diferença: a eclesiástica funcionava perfeitamente. 

 

 

 

 

                 
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