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Reformas Religiosas

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1. Igreja Católica em crise

 

Por que hoje há diversas igrejas cristãs no Brasil ou no mundo? Para entender esse processo é preciso retomar o período das Reformas Religiosas ocorridas no século XVI.

As transformações ocorridas no campo religioso deveram-se em grande parte à cultura do Renascimento. O espírito científico e o individualismo do novo homem que vivia em cidades e vivia de profissões liberais, das manufaturas e do comércio ofereceram ao homem renascentista a liberdade de criticar certos valores e hábitos da Igreja Católica. Desse processo de reforma, novas igrejas surgiram mais adaptadas ao tempo moderno.

Os abusos e hábitos praticados pela Igreja criticados pelos reformistas modernos eram:

  • Venda de cargos da Igreja;

  • Clero despreparado na função;

  • Condutas nada cristã do clero (luxúria, riqueza, interesses políticos etc)

  • Celibato desrespeitado;

  • Comércio indiscriminado de relíquias;

  • Venda de Indulgências (era um documento que a Igreja vendia o perdão total do crente)

Diante disso, a Igreja católica sofreu críticas e desagradou a burguesia quando a Igreja se opôs  a cobrança de juros por empréstimo (usura) ou criticava o lucro excessivo obtidos nas atividades comerciais.

 

2. Reforma Protestante com Martinho Lutero

          Cada região da Germânia, como Saxônia, Baviera, Brandeburgo, era governada por condes, duques, arcebispos ou príncipes, não existindo um país propriamente. O conjunto do território formava o Sacro Império Romano-Germânico, dominado simbolicamente por um imperador, o qual deveria ser reconhecido pela Igreja Católica.

         Esse enorme poder da Igreja Católica acabou sendo questionado por Martinho Lutero, professor de teologia agostiniano, quando protestou publicamente contra a venda das indulgências na cidade Wittemberg e publicou as 95 teses.

         Os camponeses apoiaram Lutero interessados nas terras da Igreja. Do mesmo modo, os príncipes germânicos o apoiaram também, interessados em se livrar da intervenção da Igreja e suas abusivas cobranças de impostos.

         A Igreja reage excomungando Lutero e cobrando uma posição dos príncipes. Realizaram uma reunião para tratar o assunto (Dieta de Spira), mas não houve acordo para a crise político-religiosa. Lutero foi perseguido, mas contou com a proteção dos príncipes. Por fim, temos o início do surgimento de uma nova igreja, a protestante. Enquanto aos camponeses revoltosos que esperavam ganhar terras, foram reprimidos duramente pela nobreza germânica.

 

3. João Calvino, uma outra reforma

          Influenciado por Lutero, Calvino vivia em Genebra, Suíça, e criou um novo dogma: a predestinação. Segundo ele, o destino de cada um na Terra estava traçado por Deus desde o nascimento. Mas como se poderia identificar aquele que seria salvo por Deus? Calvino indicava que a conduta moral correta, o trabalho e a riqueza material era um bom indicativo de que Deus lhe daria a salvação. Após sua morte, seus seguidores adotaram sua doutrina, especialmente a burguesia, já que agora o lucro não era mais um pecado, como dizia a Igreja Católica, ao contrário, torna-se um “dom” dado aos prováveis eleitos por Deus.

 

4. A reação da Igreja Católica (a Contra-Reforma)

          Os membros da Igreja Católica não permaneceram passivos diante do avanço do Protestantismo.  O Papa Paulo III convocou, em 1534 e 1549, uma reunião, o chamado Concílio de Trento, para estudar as melhores medidas contra os protestantes. As ações podem ser divididas em duas frentes:

1) Auto-reforma

  • Conscientização sobre os abusos e excessos realizados pelo clero;

  • Interromper a venda de Indulgências;

  • Criação do Seminário para melhorar a formação do clero.

 2) Impedir o avanço protestante

  • Reativação da Santa Inquisição;

  • Criação do Index (fiscalizar os livros protestantes ou críticos da Igreja);

  • Incentivo à Companhia de Jesus (ordem religiosa criada pelo espanhol Ignácio de Loyola, os jesuítas acreditavam ser servos guerreiros de Deus contra os “hereges protestantes”)

  • Valorização da catequese.

          O mundo logo após as reformas tornou mais intolerante, violento e fanático, até mesmo para com os povos que nem participaram ou entendiam os conflitos em solo europeu, como as nações indígenas da América, muitas vezes forçados, escravizados e assassinados por querer praticar suas crenças religiosas.

 

 

 

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